| Boi: Tendência de preços firmes no curto e médio prazo | |||
As exportações de carne bovina, em volume, atingiram 971,921 mil toneladas equivalente carcaça, entre janeiro e junho de 2010, um avanço de 1,6% sobre as 956,148 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho de 2009. A receita cambial das exportações de carne bovina somou US$ 2,352 bilhões no primeiro semestre, uma alta de 22,8% ante o mesmo período de 2009, de US$ 1,915 bilhão. O preço médio da tonelada de também registrou recuperação, com aumento de 19,1%, ao passar de US$ 3.109, para US$ 3.704 na mesma base de comparação. Somente em junho, a receita cambial atingiu US$ 455,106 milhões, incremento de 18,6% ante os US$ 383,854 milhões obtidos em junho de 2009. Em volume, foram exportadas 177,377 mil toneladas equivalente carcaça, queda de 2,3% ante as 181,537 mil toneladas embarcadas em junho do ano passado. O preço médio por tonelada no mês passado ficou em US$ 3.866, aumento de 18,6% ante US$ 3.260 no mesmo período do ano anterior.
A demanda por boi magro (12 arrobas) aumentou em São Paulo e Mato Grosso do Sul, apesar da relação de troca desfavorável no momento. Mas com a necessidade de recompor o rebanho, típica da época do ano, os negócios começam a fluir. Desde janeiro, o preço do boi magro subiu 17,4% em São Paulo, contra uma elevação de 8,9% na arroba do boi gordo. Em Goiás, os aumentos foram de 13,1% e 11,0%, respectivamente. Em Mato Grosso, a relação de troca é mais favorável, pois o valor do animal para engorda subiu 4,7%, mas o do animal pronto para abate avançou mais: 11,1%. Em São Paulo, Goiás e Mato Grosso, o boi magro anelorado está cotado em R$ 1.080,00; R$ 1.000,00 e R$ 920,00 por cabeça; respectivamente. A oferta de boi magro tem sido apertada desde o ano passado. Há menos disponibilidade desse tipo de animal, que de fato está mais caro. A situação é resultado, em parte, do forte descarte de fêmeas de alguns anos atrás, que afetou toda a cadeia de criação. Enquanto isso, o preço do bezerro tem cedido, melhorando sua relação de troca com os animais prontos. A demanda segue fraca, ao mesmo tempo em que houve aumento localizado em algumas regiões. Os mercados futuro e físico denotam que a oferta de boi gordo deve continuar restrita neste ano.Fonte: Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica
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